Um trabalho integrado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), da Polícia Federal (PF), da Interpol e do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) resultou na prisão de um influenciador digital, de 30 anos, condenado a 26 anos e um mês de prisão pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros delitos.

O foragido foi detido nos Emirados Árabes Unidos, pela polícia local, no dia 4 deste mês, com base em informações compartilhadas pela Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE) da PCMG, responsável por identificar o paradeiro do investigado. A polícia mineira foi informada sobre a prisão hoje (15/9), pela Interpol.

Natural de Uberlândia, Triângulo Mineiro, o influenciador digital era considerado um dos principais alvos das operações Diamante de Vidro (2021), Má Influência (2022) e Erínias (2023), conduzidas pela PCMG em parceria com o Ministério Público.

Na mira da polícia

A primeira operação, em 2021, teve como foco o combate aos crimes de tráfico de drogas, receptação, estelionato e lavagem de capitais, resultando na primeira condenação do suspeito.

Já em 2022, durante a operação Má Influência, foram apreendidos anabolizantes, joias, veículos de luxo e dinheiro em espécie. Devido a essa ação, o investigado foi sentenciado a mais de 18 anos de prisão.

Por fim, em 2023, a ação policial Erínias teve como alvo a apuração de um possível esquema para eliminar autoridades de segurança pública a partir de presídios.

Em todas essas operações, o influenciador digital figurou como suspeito.

Próximos passos

Concluídos os trâmites legais no Oriente Médio, o investigado será submetido ao processo de extradição para o Brasil, onde cumprirá as penas já impostas pela Justiça mineira.

A localização e prisão do foragido foram possíveis após o trabalho conduzido pelo Setor de Inteligência da Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE) da PCMG, pela Agência de Inteligência do 9º Departamento da PCMG em Uberlândia, pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) da PF, pela Interpol e pelo Gabinete de Segurança e Inteligência (GSI) do MPMG.